Por que será que toda vez que eu penso que Lost atingiu o topo com um episódio, o seguinte trata logo de superar seu antecessor e elevar mais a qualidade da série? Não sei se isso acontece com todo mundo, mas comigo é assim: tem alguns episódios nos quais o flashback/flashfoward me interessa mais do que o presente. Em outros é a estória da ilha que me deixa mais curioso. Porém, toda vez em que ambos os tempos me deixam maluco para continuar a ver, é sinal de que um grande episódio vem aí (vide The Man From Talahassee, Through The Looking Glass, Cabin Fever).
Cada fã tem um motivo pelo qual ama Lost mais do que todas as outras. O meu é a ligação pré-ilha entre os personagens. Pai da Shannon e Sarah no mesmo acidente, Kate e Cassidy trabalhando juntas, Jack e Desmond no estádio, Charlie gritando para o Hurley que “algumas pessoas têm um avião para pegar” etc. Nessa linha, uma das coisas que mais me deixaram contente na série foi a descoberta de que Jack e Claire são irmãos. Preciso dizer qual foi a minha cena preferida no episódio? Melhor que a descoberta em si, só o fato de que quem deu a notícia ao Jack foi a própria Carole, mãe da Claire. Depois de anos em coma, ela acorda algum dia entre 22 de setembro e 08 de janeiro de 2005 (o 108º dia a partir da data da queda). Coincidência? Como dizia o grande Mr. Eko, “não confunda coincidência com destino”.
Foi bom ver a dupla Jack-Sawyer andando pela selva novamente. Sawyer fazendo piadinhas (did you cut yourself shaving?), Jack escrotão estragando tudo (Juliet took out my apendice a couple of days ago), Sawyer fazendo outra piadinha (kidding me? what else did I miss?). Enfim, o de sempre.
No cargueiro, a tal da salinha dos explosivos. Pensei um pouco comigo: como um monte de explosivos poderia estar “transmitindo” algo? A resposta só pode ser uma, meus caros. Aquele trequinho preso ao braço do Keamy é um detonador. E se por acaso ele explodir todo o navio, Desmond, Michael e Jin correm mesmo risco de morrer. Por outro lado, nenhum deles seria o morto do caixão, já que este morreu em 2007.
Fica difícil imaginar como os Oceanic Six vão se reunir para deixar a ilha. A cada minuto um deles resolve fazer não-sei-o-que. Nesse momento, Sun e Aaron estão no cargueiro, Sayid e Kate estão sendo mantidos prisioneiros dos Outros (com Richard Alpert e tudo, quem diria!), Jack está com Sawyer e Lapidus de blábláblá no helicóptero, Hurley está com os dois fodões-malucos Ben e Locke lá na Orquídea.
No futuro, foi ótima a cena da coletiva de imprensa e foi realmente muito convincente a explicação sobre como os seis sobreviveram por 108 dias. No entanto, será que nenhum jornalista presente pensou em perguntar “Mrs. Austen, quem é o pai do seu filho?”. Afinal, estando ela grávida de cinco meses quando embarcou no 815, o cara deve estar por aí…
Muito legal ter a Nadia de volta, muito legal ver a Margo Shepard de novo, muito legal ver os engraçadíssimos pais do Hurley de novo. Mas o sensacional mesmo ficou por conta da Sun e a compra da metade da empresa do pai. Ele é um dos responsáveis pela “morte” de Jin. Quem seria o outro? Benjamin, Michael, Locke, Jack? Pelos olhares e pela frieza com que ela lhe dirigiu a palavra, apostaria no médico.
A continuação desse episódio, com a “finale-finale”, só daqui a duas semanas. Parece muito tempo, mas se você levar em conta o tempo que levará para o início da quinta temporada, duas semanas parecem dois minutos. É só ir ali no banheiro e voltar.
Nota do episódio: 10.0
MVP: Matthew Fox (Jack) e Michael Emerson (Benjamin Linus)
Maio 17, 2008 às 5:08 pm |
Vc sempre faz um comentário fodástico nos seus reviews.
Fiquei meio preocupado com esse negócio da bomba no braço do Keamy… Será possível!?
Maio 18, 2008 às 3:26 pm |
Também acho que o negócio no braço de Keamy é um detonador. O cara vai para a Ilha incendiá-la e ao mesmo tempo faz todo mundo no cargueira de refém. As coisas estão estranhas, quero saber logo o que acontece.